21-01-2014
19:14
Veículos de transporte escolar serão obrigados a terem câmera de marcha ré
Por: Isabela Santos | Foto: Abre - Centro Esportivo
Rinaldo Rolandi/PP

O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) estabeleceu mais um requisito para a operação dos transportes escolares. A partir deste mês, os veículos escolares só poderão circular se possuírem retrovisores de visão indireta, dianteira e traseira, além de câmera de marcha ré. O veículo deverá ter uma telinha instalada no painel para que o motorista possa ver a imagem do que está atrás quando ele engatar a marcha ré. O não cumprimento dessas novas exigências será considerado infração grave e o motorista terá que pagar multa e o veículo será retido para regularização.

Os dispositivos para visão indireta servem para observar a área de circulação de trânsito adjacente ao veículo que não é possível observar por visão direta. Esses dispositivos podem ser espelhos convencionais, câmera-monitor ou outros dispositivos que mostrem a informação sobre o campo de visão indireta ao condutor.

Para o condutor Valter Rodrigues da Silva, de Hortolândia, apesar do preço da câmera ser um pouco caro, a medida é válida para aumentar a segurança dos alunos. Faz um mês que ele aderiu ao novo dispositivo. “Eu trabalho de forma que os alunos não corram risco nenhum. Mas, de qualquer forma, eu vejo muitos condutores dando ré muitas vezes sem necessidade, então, para diminuir os riscos acho que todos deveriam respeitar”, disse ele.

O motorista Osvaldo Andreotti disse que a medida é válida, mas que desconfia de que os motoristas não vão aplicar da forma devida. De acordo com ele, pode ter uma adaptação do monitor para televisão e isso pode tirar a atenção dos condutores. Uma das soluções viáveis, segundo ele, é que tenha fiscalização diária para que a determinação não sirva para que os motoristas façam apenas vistorias. “Eu acho que é válido, mas pela experiência que a gente tem, muitos motoristas só vão utilizar para fazer vistoria e não para evitar acidentes que é o motivo pelo qual foi determinado”, opinou.

 

Orientação

 

Periodicamente, os veículos do transporte escolar devem passar por uma vistoria da Prefeitura e da Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) para averiguar, entre outras coisas, a procedência e legalidade do veículo, bem como a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) do condutor, que deve ser compatível com a função do transporte de alunos.

O município avalia as condições de segurança e conforto que o veículo oferece aos clientes e emite o selo de conformidade, que deve ser afixado no parabrisa do veículo.

É muito importante que os pais avaliem todos os critérios de segurança antes de contratar um transporte escolar. O primeiro quesito que deve ser observado é o selo de segurança concedido pela Prefeitura. A identificação indica que tanto o meio de transporte quanto o condutor estão liberados para o trabalho. “Além dos itens de segurança obrigatórios, como extintor de incêndio e cinto de segurança, por exemplo, é preciso que o condutor não tenha pontuação por multas na carteira de motorista”, explicou o gerente da divisão de Transportes da Prefeitura de Hortolândia, José Carlos do Amaral.

 

Segundo ele, apesar de a Prefeitura fornecer o selo, quem verifica a existência dos itens de segurança no veículo é a Ciretran. “O condutor vem até a Prefeitura, pega uma autorização para a vistoria e vai até a Ciretran. Com um documento que atesta que o veículo foi vistoriado, ele recebe o selo. Esse procedimento se repete a cada seis meses”, enfatizou.

Entre as exigências da inspeção do Ciretran, está a obrigatoriedade de curso de transporte escolar para o condutor, cinto de segurança em todos os bancos do veículo, tacógrafo, limitador de vidro, extintor de incêndio, além de faixa lateral e traseira de 40 centímetros com a inscrição ‘Escolar’.

Caso alguém verifique situações irregulares no transporte de alunos, deve anotar a placa do veículo e o nome da escola onde ele foi visto. A denúncia pode ser apresentada ao Departamento de Mobilidade Urbana de cada município.

Em Hortolândia, existem 194 veículos e condutores aptos a operar o transporte escolar. Nova Odessa conta com 34 ônibus que atende a rede estadual e municipal. Em Sumaré, segundo a Secretaria de Mobilidade Urbana, são esperados 190 veículos para fazerem a vistoria até o dia 07 de fevereiro. Já a Prefeitura de Monte Mor não informou a quantidade de veículos de transporte escolar cadastrado devido a uma manutenção no sistema da Administração.